«Acabo de jantar, vou lavar as mãos e os dentes e vou direita para o quarto. Abro a porta e fecho a mesma devagar para não fazer muito barulho, avanço, passo a cama e sento-me na minha cadeira laranja em frente ao computador. Ato o cabelo com o seu devido cuidado e abro uma janela do Word para mais uma vez ir escrever. Ultimamente não me tem saído nada de jeito, tenho andado sem imaginação e sem cabeça para fazer textos certinhos e bonitinhos…
Continuando, ao olhar para uma página em branco há minha frente ponho-me a pensar no que hei-de escrever, mas só tu me vens há cabeça, não sei porquê, desconheço a razão, mas só o teu rosto, os teus olhos juntamente com o teu sorriso me vêm há memória. Relembro-me do primeiro dia em que falamos, relembro-me de como nos “conhecemos”, de como foi a nossa primeira conversa, de como tudo foi diferente logo no primeiro dia. Desde esse dia que te passei a odiar, não te conseguia ver há frente, odiava-te mais que qualquer coisa neste mundo, metias-me nojo, simplesmente nojo. Eras daqueles rapazes que pensa que tem todas as raparigas na palma das suas mãos e brincam com elas como querem sem que elas digam “NÃO!” e que faziam disse a sua diversão. Via-te ao longe e não conseguia passar por ti, evitava isso, pois não queria olhar para a tua cara e queria muito menos que olhasses para mim. Até que chegou ao dia em que falas-te para mim outra vez, mas desta vez não eras tu, não eras o rapaz que tinha conhecido há um mês atrás, este rapaz que tinha posto conversa comigo não era o mesmo que tinha sido há um mês atrás apesar de seres tu próprio. Sei lá, parecia que a tua personalidade tinha mudado, mas mesmo assim não te dei muita confiança evitei ao máximo dar-te confiança porque não sabia se irias ter um truque qualquer para seres estúpido outra vez. Falámos bastante tempo até que me pediste o e-mail, foste tão querido durante a conversa que decidi dar-te uma oportunidade, pois tu próprio disseste que só conhecia a tua parte má e que melhor estaria para vir. Começámos a falar a partir desse dia, falamos e falamos sobre tudo e mais alguma coisa. Não eras como eu pensava que eras, eras mais, eras melhor. Sem estares com os teus amigos eras um rapaz bastante querido, com sentimentos, um rapaz diferente. Mas isto pensava eu até ver que não, não passavas de mais um, um igual a tantos outros que existem por ai. Quando me apercebi disse vi e reparei que já não dá, já não me sais da cabeça, quando te vi naquele dia foi inevitável, tinha que olhar para ti, tinha que ver os teus olhos, necessitava disso e então olhei, olhei e vi um rapaz que só era o que era por causa dos amigos, influencias atrás de influencias. Mas a sério, só quero que este pesadelo acabe, só quero que mudes, para poder gritar ao mundo: SIM, EU AMO-TE!»
agora pergunto-me: se aprendi a gostar de ti da forma mais difícil, se aprendi a confiar em ti, a falar correctamente contigo, a não te tratar mal e de uma forma estranha, se aprendi a lidar contigo, como é que deixei que tudo o que tínhamos voasse com o tempo?
Agora? Agora tenho a sensação que o meu mundo sem ti não é a mesma coisa!
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