bff's



(vou falar no singular)

adoro a maneira como me surpreendes cada vez que me espetas na cara que não há nada que eu possa fazer que te passe ao lado. sabes ler tudo o que eu não escrevo e ouves as palavras que eu não digo pela boca. como se o meu cérebro e o teu estivessem em constante comunicação mesmo sem eu conseguir controla-lo. não é a toa que digo que és a minha pessoa e sei que és um autentico polígrafo humano no que se trata de mim. não há 1 brilho no olhar nem 1 falha na voz que tu não notes. apanhas cada sinal, apanhas tudo como um radar bem sincronizado. e se vez os meus olhos brilharem, então eu sei que consegues reparar que és a pessoa que mais os enche de orgulho. eu admiro-te miuda, fdç admiro-te TANTO. por tudo o que és e me ensinaste a ser. és tipo um ponto de referencia e eu não sei seguir caminho sem cruzar as tuas passadas. não duvides, não questiones... as coisas acontecem como sempre têm de acontecer e eu e tu temos de estar juntas para as nossas vidas correrem correctamente. as coisas vão mudar; eu sei, tu sabes e todos sabem. mas o que ninguém sabe ou percebe é aquilo que nos une, aquilo que nos puxa uma para outra. aquilo que nos faz estar lá sempre que vemos um alerta. aquilo que nos faz rir e contarmos uma novidade à outra 5minutos depois de termos (pseudo)discutido. porque apesar de todas as bocas, tu sabes como eu sei, que nenhuma outra te chega aos pés. e é por saberes que o dizes tantas vezes. as coisas mudam mas não a esse ponto e isso eu posso garantir-te e sabes porque? porque és tu o meu livrinho dos segredos, a grande muralha que me protege. não confio em ninguém como em ti e tu sabes! eu sei que sabes! tens de saber porque afinal, tu sabes sempre, sempre, sempre tudo. irmã não é um nome ou uma definição. é um sentimento, uma daquelas coisas que o coração sabe. e ele, melhor que ninguém, sabe quando chega aquela pessoa que é a outra metade da tua laranja e com quem tu tens de ficar, aquela pessoa que os teus filhos têm de conhecer, aquela pessoa em quem tu pensas em certos momentos porque "só faziam sentido se ela estivesse aqui". deixa-te de pancas, tira-me o escudo como tu e só tu sabes fazer e vê que tudo isto é a pura das verdades: és, e vais sempre, ser tu.
vê o que mudou nos últimos tempos. vê aquilo que nos tornamos, juntas e individualmente. achas mesmo que isto acaba? nunca sabemos não é? mas eu acho que não tenho tantas certezas de nada como disto. isto fica. eu luto, prometo que luto porque sei que tu lutas cmg. e quando já não te apetecer lutar mais, eu luto pelas duas.
agora chega deste ataque gay. pralem do maior obrigado do mundo, eu devo-te um (mais do que grande, sincero) pedido de desculpas por tudo o que não sou quando tu mais precisas. por estar ausente na minha vidinha quando os teus olhinhos transmitem os alertas. eu não deixei de te decifrar, a serio que não, só estou a ficar desatenta. eu tento recuperar, juro juro juro. sabes que é unico bicho, é mesmo mesmo unico. amo-te do coração, como familia
(♥)

rumos



Há uns tempos fiz uma promessa a mim mesma, promessa essa que dizia que não me entregaria a ninguém, pois cada pessoa que entrava na minha vida, saía dela sem dar qualquer explicação, e daí pude tirar uma lição de vida. Depois de tantas desilusões, achava que aprendíamos a confiar, entregávamo-nos um bocadinho menos, retraíamo-nos em relação ao que poderíamos esperar ou não da outra pessoa e que nem sempre somos compreendidos quando temos uma autodefesa para não sermos magoados.
Sempre fui uma rapariga fria, e não tenho orgulho nenhum em dizer que falar dos meus sentimentos é bastante difícil para mim, mas sempre percebi que é um assunto demasiado delicado para ser tratado com tanta banalidade. Nunca fui de dizer no que estava a pensar, ou de dizer o que me ia na alma, ou aquilo que me revira o coração sempre que falavas para mim, mas ainda assim tentei mudar um pouco, ou pelo menos tentei aperfeiçoar-me porque achei que eras demais para mim e que eu não te merecia. Como fazias parte do meu presente (e como previa, do meu futuro), eu achava que não tinhas que pagar pelas mágoas causadas no passado e pelas cicatrizes que outra pessoa teria causado. Vi o teu lado pela primeira vez, expus-te os meus preciosos sentimentos e a minha maneira de pensar numa forma mais clara que a água, tão simples e descomplicada que, duma forma, senti-me despida, despida dos meus medos, sentia-me frágil e vulnerável ao mostrar-te o meu “eu” a 100% (pela primeira vez a alguém). 
No entanto, tu não valorizaste o que te dei, não valorizaste o meu esforço e muito menos a minha mudança, e dói saber que superei tudo isto que me amedronta, em vão. Para quê ter-te dado tudo, se nenhum plano deu certo? Se nada foi valorizado? Para quê, se só me mostraste ser como todas as outras pessoas, que entraram na minha vida com um bilhete de ida e volta?  Porque é que mudei? Porque é que me fizeste mudar? Porque é que está tudo tão diferente?
Para quê?! Porquê?
Diz-me! Despertaste em mim sentimentos adormecidos há imenso tempo, reviraste a minha vida de pernas para o ar e deixaste o meu coração numa bagunça tremenda e não tinhas esse direito! Não tinhas o direito de me magoar de tal forma! Terei de meter um muro entre nós que me impede de me magoar e de te aproximares de mim? Agora? Para variar, mais uma vez, eu fiquei estática no mesmo sítio e tu? Tu poderias, pelo menos, explicar-me as tuas atitudes. Deves-me isso, depois de tanto ter chorado, depois de me teres partido o coração, deves-me explicações. Por favor, peço-te, explica-me as tuas atitudes, não me quero voltar a prender a ti e voltar ao mesmo carrossel…