perfeição? não, obrigada.




Perfeição? É o que mais procuramos hoje em dias nas pessoas. Passamos maior parte do nosso tempo a tentar encontrar aquela pessoa perfeita, aquela pessoa que não tem defeitos, que não erra, não magoa, faz tudo bem (...) mas há um pequeno pormenor...todas as pessoas erram, todas as pessoas (mesmo sem querer) magoam, todas as pessoas têm um ou outro defeito! Então, ao pensar e repensar nestes factos, pergunto-me: "Vocês são perfeitos? Não! Então porque procuram a perfeição noutra pessoa? Para se sentirem completos? Para cobrir essa vossa perfeição?" E são estas duvidas que não me saem da memória.
Ontem uma pessoa (cujo nome não posso prenunciar) perguntou-me: "Se nos dizem, uma vez que somos perfeitos, como é que no fim erramos sempre?". Passei bastantes segundos a olhar para a perguntar, a tentar encontrar as palavras certas para lhe responder, até que respirei fundo e comecei a escrever, tudo o que lhe disse foi: "Ninguém é perfeito, nem as pessoas que nós amamos, porque não as amamos só pelas suas qualidades e pelo seu aspecto mas também pelos seus defeitos. Uma vez a minha professora de Filosofia disse: «Os defeitos, por vezes, podem ser grandes virtudes» e é por isto, por os seus defeitos serem virtudes que nós também os amamos. Todas as pessoas cometem erros, ninguém é perfeito (repito), ninguém tem a perfeição em si. Por isso não te preocupes e vê o que há de bom nas pessoas e não procures a perfeição"
Por isso pensem assim, não passem maior parte do vosso tempo a encontrar alguém perfeito, essa pessoa não existe nem há-de existir, nunca!9 (E não, não há excepções)! Todas as pessoas erram, é a nossa natureza...


melhor amigo

«foste o meu melhor amigo, eras um dos mais importantes para mim, foste um irmão em que eu confiava imenso a minha vida. foste tanto para mim e acabaste por estragar tudo. pergunto-me porquê, será que és assim tão especial? cheguei à conclusão que sim, que me amavas como nunca a ninguém e como ninguém. sempre que fazias algo por mim devia ser porque sabia que que certamente eu iria retribuir essa acção. não queres saber de ninguém sem ser de ti, fazes o que for preciso desde que te beneficie. Fazes parte do tipo de "homens" estúpidos, sim, existem os anormais, os players e os estúpidos, os anormais já nascem assim e não têm emenda, os players vão ficando com a mania e estragam a sociedade e os estúpidos tornam-se assim por crescerem ao lado da mistura dos anormais com os players. Já passamos por tanto, andámos de baloiço, descemos o escorrega, corremos, brincámos, partilhámos coisas, vivemos dias da criança juntos, passávamos horas de almoço das mais parva (éramos Índios e fazíamos fogueiras com os copos do bar $: ), as chamadas, as confissões, os risos, as danças, os abraços fortes, as mordidas, as idas ao cinema, as fotos ridículas - pergunto-me onde é que as enfiaste - a nossa pulseira da sorte preta (...) quando chegavas perto de mim eu não conseguia afastar-me, mas quando era perto demais eu batia-te. Hoje parece que sou a única a lutar pela nossa amizade, para a manter de pé. Prometeste-me muitas coisas, da qual "eu vou mudar, prometo" , mas mudas-te? agora pergunto-te, mudas-te? sim mudas-te, tornaste-te numa pessoa ainda pior! não passas de uma rapaz com a mania que fuma isto e aquilo, que se diverte a apanhar mocas. Digo-te, um dia destes perdes quem mais te ama e quando as perderes e os teus "amigos" te deixarem, vais fazer o quê? são esses "amigos" que sempre te apoiaram? são esses "amigos" que te deram um ombro para chorar? que sempre tiveram a teu lado? que quando precisasses de alguma coisa te ajudavam fosse de que maneira fosse? Um pedido de desculpas pode ser tarde demais! Sabes, não te troquei, posso chamar melhor amigo a outro, mas nunca ocupará o lugar enorme que tu ocupaste em mim! Só espero que ao mudares de escola abras os olhos ! Passaram-se 10 anos, sim 10 anos, desde que nos conhecemos, e 3 anos de amizade&guerra! Falei-te, respondes-te; fui, foste; bati-te, retribuíste; bateste-me, fugi; contei, chateaste-te; contas-te, perdoei; foste atrás, não parei; pediste, não perdoei; amei, gostas-te; lutava, paravas; perdeste e eu ganhei, chorei, choras-te (...) Apesar de tudo eu amo-te (melhor amigo)»




Lembras-te quando estavas na pior fase da tua vida, quando lixaste-te para toda a gente que te amava e te dava a mão e eu escrevi-te este pequeno texto?
Eras um rapaz completamente diferente, mas mudaste, abriste os olhos e mudaste. Obrigada por tudo o que passamos, obrigada por estares presente, obrigada por tudo* 


 eu amo-te melhor amigo!


errar, perdoar, amar...

Erros? Errar? Por vezes pensamos que as pessoas que nós amamos são perfeitas e são incapazes de errar, são incapazes de nos magoar. Somos bastante ingénuos ao pensar como é que uma pessoa, um ser humano, o “tal” ser humano é diferente dos outros milhões de seres. Somos todos iguais, todos erramos, todos sofremos, todos choramos. Há erros que custam vidas, é verdade, mas também há erros que podemos perdoar e o problema está ai, em saber perdoar. Perdoar, uma palavra tão simples mas para muitos uma complicação tremenda! Desde pequenos que aprendemos a perdoar, um amigo, uma amiga, a mãe, o pai, a irmã mais velha ou irmão mais velho que tanto nos chateia, a melhor amiga, o melhor amigo… mas quando é a vez de perdoar quem nós mais amamos tudo muda, parece que paralisamos, parece que essa pessoas não merece um perdão, parece que deixamos de saber perdoar. Perdoar não é sinónimo de esquecer, muito pelo contrário, todas as pessoas que perdoaram até hoje nunca se esqueceram dos erros cometidos. E, acho, que é por isso, por saberem que não conseguem esquecer que não perdoam, mas esquecem-se de um grande promenor, elas também erraram ou poderão errar, toda a gente erra (repito), e quando formos nós a errar também esperamos que sejamos desculpados, esperamos que essa pessoa nos aceite de braços abertos, prontas a receberem-nos de volta.
Amar, errar e perdoar está tudo relacionado, quem ama erra, quem erra espera ser perdoado, quem perdoa é porque ama!

Lembrem-se:

People make mistakes, even the people that we love

um até já. 3 anos, R.I.P.

É nestas semanas que sinto cada vez mas a vossa falta, é principalmente no ano novo e na Páscoa que sinto falta dos vossos abraços, dos vossos beijos, dos vossos mimos, das vossas discussões por se aturarem à tantos anos. É neste tempo que tenho acerteza que cada dia que passa sinto cada vez mais saudades da vossa presença na minha vida, cá! Partiram há 3 anos, sem porquê, morreram juntos, o vosso destino cumpriu-se, Deus unio e nem a morte separou! Chorei, choro e vou chorando cada vez que olho para as nossas fotografias, cada vez que me lembro das minhas idas a vossa casa. Choro cada vez que me lembro do teu sorriso avó , choro cada vez que relembro os nossos abraços, os nossos segredos, sei que podia sempre contar contigo avô! Muita gente vos avisou que não deveriam ir de carro para tão longe, muita gente te avisou, avô, de que já não tinhas idade para conduzir durante 3horas seguidas, mas a tua teimosia era demais, e ai sim, dou razão ao meu pai quando diz: és igual ao teu avô. Vocês eram uns idolos para mim apesar de tudo, a vossa história era como um conto de fadas e era real! Pela primeira vez na minha vida vi o meu pai chorar, pela primeira vez vi o meu pai completamente em baixo, pela primeira vez chorei com razão, pela primeira vez cai bem no fundo, e foi por isto que não me deixaram ir ao vosso "adeus", dava tudo para voltar atrás no tempo, dava tudo para que vocês ainda estivessem cá, a meu lado, a darem-me aquele afecto que vocês sabiam, pois sei bem que o que a minha avó dizia era verdade "és a neta preferida e que o teu avô mais ama". Brincávamos tardes inteiras, lembro-me de ficar triste quando às 15h tinhas de sair para ir ver o Pinhalnovence ou ir ter com os teus companheiros de longa data. Avó, apesar de não mostrar muito o que sentia por ti, amava-te mesmo, eras uma pessoa fria às vezes, eras severa contigo e com os outros, mas acima de tudo eras minha avó, mãe do meu pai! Sei que vocês continuam a olhar por mim, sei que continuo a ser a "neta preferida e que o meu avô tanto ama", sei que muita vezes não vos dou o tal orgulho que queriam, mas acima de tudo amovos p'ra toda a vida. A vossa morte não foi um adeus, mas sim um até já. e desculpem não ter ido ao ultimo encontro! AMOVOS* 

até um dia, talvez.

Escrevi-te este pequeno texto tempos depois de perceber quem eras na realidade:


«Acabo de jantar, vou lavar as mãos e os dentes e vou direita para o quarto. Abro a porta e fecho a mesma devagar para não fazer muito barulho, avanço, passo a cama e sento-me na minha cadeira laranja em frente ao computador. Ato o cabelo com o seu devido cuidado e abro uma janela do Word para mais uma vez ir escrever. Ultimamente não me tem saído nada de jeito, tenho andado sem imaginação e sem cabeça para fazer textos certinhos e bonitinhos…
Continuando, ao olhar para uma página em branco há minha frente ponho-me a pensar no que hei-de escrever, mas só tu me vens há cabeça, não sei porquê, desconheço a razão, mas só o teu rosto, os teus olhos juntamente com o teu sorriso me vêm há memória. Relembro-me do primeiro dia em que falamos, relembro-me de como nos “conhecemos”, de como foi a nossa primeira conversa, de como tudo foi diferente logo no primeiro dia. Desde esse dia que te passei a odiar, não te conseguia ver há frente, odiava-te mais que qualquer coisa neste mundo, metias-me nojo, simplesmente nojo. Eras daqueles rapazes que pensa que tem todas as raparigas na palma das suas mãos e brincam com elas como querem sem que elas digam “NÃO!” e que faziam disse a sua diversão. Via-te ao longe e não conseguia passar por ti, evitava isso, pois não queria olhar para a tua cara e queria muito menos que olhasses para mim. Até que chegou ao dia em que falas-te para mim outra vez, mas desta vez não eras tu, não eras o rapaz que tinha conhecido há um mês atrás, este rapaz que tinha posto conversa comigo não era o mesmo que tinha sido há um mês atrás apesar de seres tu próprio. Sei lá, parecia que a tua personalidade tinha mudado, mas mesmo assim não te dei muita confiança evitei ao máximo dar-te confiança porque não sabia se irias ter um truque qualquer para seres estúpido outra vez. Falámos bastante tempo até que me pediste o e-mail, foste tão querido durante a conversa que decidi dar-te uma oportunidade, pois tu próprio disseste que só conhecia a tua parte má e que melhor estaria para vir. Começámos a falar a partir desse dia, falamos e falamos sobre tudo e mais alguma coisa. Não eras como eu pensava que eras, eras mais, eras melhor. Sem estares com os teus amigos eras um rapaz bastante querido, com sentimentos, um rapaz diferente. Mas isto pensava eu até ver que não, não passavas de mais um, um igual a tantos outros que existem por ai. Quando me apercebi disse vi e reparei que já não dá, já não me sais da cabeça, quando te vi naquele dia foi inevitável, tinha que olhar para ti, tinha que ver os teus olhos, necessitava disso e então olhei, olhei e vi um rapaz que só era o que era por causa dos amigos, influencias atrás de influencias. Mas a sério, só quero que este pesadelo acabe, só quero que mudes, para poder gritar ao mundo: SIM, EU AMO-TE!»

agora pergunto-me: se aprendi a gostar de ti da forma mais difícil, se aprendi a confiar em ti, a falar correctamente contigo, a não te tratar mal e de uma forma estranha, se aprendi a lidar contigo, como é que deixei que tudo o que tínhamos voasse com o tempo?
Agora? Agora tenho a sensação que o meu mundo sem ti não é a mesma coisa!