o caminho

já não dói, já não me faz confusão estar ausente, já não me perturba a tua presença, já não importa o que pensas. é um orgulho dizer que vejo filmes, oiço músicas "tristes", e não choro. ok, choro por vezes. mas não é por ti, não, é pelos filmes, é pela música em si, já não é pelo facto de pensar em ti quando  via/ouvia aquilo, NÃO, e tenho o enorme orgulho disso. continuo a ouvir as nossas músicas, mas não, já não é por ti, é por gostar delas. continuo a cantar a música que era tão especial para nós e sim, vens-me há cabeça, mas é diferente e sabes porquê? porque já não dói. e sabes o que fiz para já não doer? fiz o que tu fizeste o tempo todo, não me importei e não corri atrás, ausentei-me quando mais precisaste, fui fria. o que é verdadeiro permanece e tu não o eras. acho que deverias de começar a ligar ao interior de uma rapariga e não ao exterior, pensa comigo: quando estiveres mal, é um rabo ou umas mamas, uns olhos azuis ou uns bons lábios que te vão apoiar? ou é o carinho e atenção dela? calei-me muitas vezes, perdoei o que nunca pensei um dia perdoar, mas nunca, nunca esqueci. e não, não vou lançar a frase "dá-me o tempo que perdi contigo" e sabes porquê? porque não perdi tempo nenhum. o tempo passou e com ele cresci, fui ganhando confiança em mim mesma, fui-me amando cada vez mais, fui ganhando auto-estima, fui ganhando experiência, moral e mentalidade e, a sério, obrigada por tudo isso, juro. contigo aprendi bem a lição.
sabes, nunca me irá magoar o quanto tu o fizeste, porque ninguém no mundo é tão monstruoso assim. voltar para ti? nunca. e digo com toda a certeza, já não te amo. e se já não o sinto, foste tu que o fizeste acontecer. obrigada!
portanto, vou ali ser feliz e não, não volto.