cada vez que me deito no sofa, tenho saudades dele. quando me deito na cama e o telemóvel não toca, tenho saudades dele. quando estou doente e não recebo mimos, tenho saudades dele. quando a solidão aperta, tenho saudades dele. quando fecho a janela à noite, olho para as estrelas e tenho saudades dele. é muito tempo sabes? e cada vez que nos afastamos é como se me roubassem a minha metade, sinto-me incompleta. eu não sou a pessoa mais fácil de lidar, mas ele fez o puzzle... e ainda o completou, como é que me posso afastar daquilo que me faz sentir inteira? não sei, como escondo isso? também não sei, aprendi a ser forte e não dar a parte fraca de mim para não notarem o quanto isto ainda mexe comigo...e no fundo, é inevitavel, porque sempre que nós estamos juntos... acontece. eu também não pedi para me sentir assim, mas é ímpossivel não sentir. por mais afastados que estejamos é ímpossivel não sorrir quando ele sorri, é inevitável rir quando ele ri... por momentos posso desejar que lhe aconteça imensas coisas, mas se lhe acontece alguma coisa? seria a primeira a ver se ele estava bem, não porque queria, mas porque o meu coração entrava num estado em que só descansava quando o visse bem! posso parecer fria e arrogante, fútil até, perante ele, mas é a única maneira de ele não perceber o quanto machucada estou por dentro e o quanto me faz falta. mas mesmo depois de tudo, se voltasse tudo ao principio e quisesse voltar? muita coisa iria ter que mudar. porque a menina magoada cresceu e aprendeu a dar valor às minimas coisas da vida, coisas essas que ele práticamente despreza. e se passado um ano alguma coisa mudou? tudo continua diferente do igual...
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