Sequei, após tanto tempo a chorar por
algo que aconteceu apenas me resta um corpo e uma alma, vazia. Levaram-me tudo
o que tinha, arrancaram do meu peito todos os sentimentos que possuía e nutria
por ti e ate grande parte da amizade, aquela que fomos destruindo. Levaram-me
tudo quanto puderam, numa fracção de segundos, mas no entanto algo restou, bem
que tentaram mas este forte sentimento, mesmo com a erosão do tempo cá
permaneceu. Definição de amor, alguma vez ouviram falar? Eu já, muitas vezes
até. Dizem que amar é uma dádiva de Deus, o melhor presente abstracto que nós,
como seres humanos carnais que somos, possuímos; dizem que amar com todo o
nosso coração é o gesto mais puro e mais bonito que existe, que é como uma
janela para o que de melhor temos determos dentro de nós, mas a esses que dizem
tanto e tão bem dito, faço parecer-lhes a minha maneira de pensar, que sempre
me disseram ser muito própria e inclinada para a frontalidade: "O que há
então de bonito em chorar horas a fio até ficar sem fôlego, pela dor que nos
aperta o coração e que nos sufoca a alma até à exaustão? Digam-me fiéis sábios,
se amar é assim… Amar é justo?"
Sempre acreditei que o seria até a uma determinada altura, a tarde em que te conheci e os nossos olhos se cruzaram. Juntamente com essa crença, sempre acreditei também no poder, no meu poder, o qual eu me inspirava nas mais variadas heroínas, mães, avós feministas… MULHERES, verdadeiras lutadoras e defensoras de si próprias, mas já nem nisso tenho fé...
Nunca pedi repostas exactas a ninguém e muito menos a ti. Esperei sempre todo o tempo do mundo, insisti e não desisti, pensando até que tivera dado em alguma coisa, mas não deu e eu estava totalmente exausta, já não sabia o que fazer com tantas dúvidas na minha cabeça, dúvidas essas, às quais eu não sabia responder.
Sei que por vezes posso agir de impulso e falar demasiado, sendo até infantil ao dizer coisas que me fazem perder a pouca razão que tenho, mas tenho o feitio vincado, uma personalidade muito forte e repleta de defeitos, e por vezes não é fácil moldar-me às situações que colocas no meu caminho, volto novamente a não saber o que pensar e muito menos o que hei-de esperar de ti, como ou qual irá ser a tua reacção nesse preciso momento e necessito cada vez mais de respostas, começo a ficar impaciente e tenho medo que o interesse desapareça.
É-me cada vez mais difícil concentrar-me e manter um raciocínio lógico, já não sei como agir e muito menos com quem contar. Ultimamente tenho transmitido uma ideia totalmente oposta em relação ao que sinto. Faço querer parecer de que não me afecto e que não me importo, que tudo o que me fazem me é indiferente e que toda esta situação não me atinge, porém, a verdade é bem diferente.
Já fui forte, em tempos, já consegui suportar situações constrangedoras de cabeça erguida, sozinha e bem sucedida, o que me fazia encher o peito de orgulho por saber que fora tudo por mérito próprio.
Agora não sei mesmo, esgotei todas as minhas hipóteses e não sei o que fazer para tonar esta última rentável, talvez seja por não depender mais de mim ou por, provavelmente, já não ter alternativa possível. Já te dei tudo e agora pouco, ou nada me resta, preciso de ajuda mais que nunca, a tua, a única que me poderia dar qualquer resposta às perguntas que me ponho todos os dias, mas nem essa eu a tenho.
Confesso, sim eu confesso que nem sempre o que te dou é o meu melhor, mas nunca ninguém o terá, nunca ninguém ira ver o meu melhor por completo, a 100% e sabes o porquê? Se não sabem aceitar o meu pior, por muitos defeitos que tenha (como azias, ciúmes, respostas e securas), como poderão alguma vez cuidar do meu melhor, repleto de sentimentos e qualidades raras, que se estilhaçam no chão se não forem bem seguradas?
Sempre acreditei que o seria até a uma determinada altura, a tarde em que te conheci e os nossos olhos se cruzaram. Juntamente com essa crença, sempre acreditei também no poder, no meu poder, o qual eu me inspirava nas mais variadas heroínas, mães, avós feministas… MULHERES, verdadeiras lutadoras e defensoras de si próprias, mas já nem nisso tenho fé...
Nunca pedi repostas exactas a ninguém e muito menos a ti. Esperei sempre todo o tempo do mundo, insisti e não desisti, pensando até que tivera dado em alguma coisa, mas não deu e eu estava totalmente exausta, já não sabia o que fazer com tantas dúvidas na minha cabeça, dúvidas essas, às quais eu não sabia responder.
Sei que por vezes posso agir de impulso e falar demasiado, sendo até infantil ao dizer coisas que me fazem perder a pouca razão que tenho, mas tenho o feitio vincado, uma personalidade muito forte e repleta de defeitos, e por vezes não é fácil moldar-me às situações que colocas no meu caminho, volto novamente a não saber o que pensar e muito menos o que hei-de esperar de ti, como ou qual irá ser a tua reacção nesse preciso momento e necessito cada vez mais de respostas, começo a ficar impaciente e tenho medo que o interesse desapareça.
É-me cada vez mais difícil concentrar-me e manter um raciocínio lógico, já não sei como agir e muito menos com quem contar. Ultimamente tenho transmitido uma ideia totalmente oposta em relação ao que sinto. Faço querer parecer de que não me afecto e que não me importo, que tudo o que me fazem me é indiferente e que toda esta situação não me atinge, porém, a verdade é bem diferente.
Já fui forte, em tempos, já consegui suportar situações constrangedoras de cabeça erguida, sozinha e bem sucedida, o que me fazia encher o peito de orgulho por saber que fora tudo por mérito próprio.
Agora não sei mesmo, esgotei todas as minhas hipóteses e não sei o que fazer para tonar esta última rentável, talvez seja por não depender mais de mim ou por, provavelmente, já não ter alternativa possível. Já te dei tudo e agora pouco, ou nada me resta, preciso de ajuda mais que nunca, a tua, a única que me poderia dar qualquer resposta às perguntas que me ponho todos os dias, mas nem essa eu a tenho.
Confesso, sim eu confesso que nem sempre o que te dou é o meu melhor, mas nunca ninguém o terá, nunca ninguém ira ver o meu melhor por completo, a 100% e sabes o porquê? Se não sabem aceitar o meu pior, por muitos defeitos que tenha (como azias, ciúmes, respostas e securas), como poderão alguma vez cuidar do meu melhor, repleto de sentimentos e qualidades raras, que se estilhaçam no chão se não forem bem seguradas?
Eu continuo gelada, gelada por
dentro, não pelo frio mas pelo que me tens feito nestes dias.
O medo enfraquece-me, a insegurança destrói-me, os ciúmes tomam-me e a saudade, a saudades de te ter de novo comigo, como se fosses meu e só para mim apenas, vai-me corroendo por dentro, vai-me matando lenta e dolorosamente a cada misero segundo que passa.
Este ar torna-se cada vez mais denso, impossível de se respirar. Esta situação torna-se cada vez mais assustadora, como um escuro beco sem saída, numa rua controversa; e esta saudade que eu tenho tua, esta sede que eu tenho de ti faz todos os meus problemas parecerem superiores a tudo, faz tudo isto apertar como um cerco cada vez mais pequeno e pequeno.
Não tenho já mais forças, roubaram-mas, arrancaram-nas de mim sem dó nem piedade, deixaram-me despida do que mais fortemente me caracteriza, a minha força, a minha garra, a minha determinação e poder de decisão. Não sei para que lado me hei-de virar, não sei que fazer, não sei qual dos múltiplos caminhos propostos nesta viagem de vida escolher, parece-me tudo tão... Errado!
Já estive muito mais longe de cometer uma loucura, uma das minhas maiores loucuras até, largar tudo e todos e fugir, rumar para um sitio onde ninguém me encontrasse, partir sem destino ou direcção, partir sem ter esperança de voltar, largar sem me arrepender.
Talvez ai tu me desses o devido valor, talvez ai tu visse quantas saudades tinhas de mim, talvez ai te apercebesses do tempo que desperdiçaste apenas brincando e contrariando aquilo que foi evidente durante estes largos meses, dia após dia, mesmo a olho nu, mesmo ali diante dos nossos olhos, a mão de semear.
Se partisse já ninguém gritaria comigo por ter feito isto ou aquilo errado, não era apontada nem censurada pelas minhas atitudes, gritariam sim mas de pleno desespero para me encontrar e resgatar das vossas dúvidas na qual fui crescendo, gritariam o meu nome aos sete ventos certificando-se de que já teriam respostas concretas para me dar. Se fosse forte como dizem, conseguiria esquecer-te e eliminar-te da minha vida, sem ficar com qualquer vestígio da tua existência, da passagem da tua pessoa pelo meu caminho. Se não fosse uma estúpida e banal adolescente, não sentiria as coisas com tanta intensidade e tão vivamente, não me iludia com o irreal e não desejava aquilo que não poderia alcançar. Tu, pouco ou nada me eras, e eu deixaria de viver em função de alguém. Se partisse, não voltaria mais. Ia mas não regressava. E se eu fosse mesmo embora, aguentavas-te? Eras capaz de manter essa tua postura distante ou afastavas-te cada vez mais, como estás a fazer neste preciso momento? Se a vida fosse feita de “se’s” eu não teria tanto gozo em dizer que te amo, não teria tanto medo de te perder, de te deixar. Se…
O medo enfraquece-me, a insegurança destrói-me, os ciúmes tomam-me e a saudade, a saudades de te ter de novo comigo, como se fosses meu e só para mim apenas, vai-me corroendo por dentro, vai-me matando lenta e dolorosamente a cada misero segundo que passa.
Este ar torna-se cada vez mais denso, impossível de se respirar. Esta situação torna-se cada vez mais assustadora, como um escuro beco sem saída, numa rua controversa; e esta saudade que eu tenho tua, esta sede que eu tenho de ti faz todos os meus problemas parecerem superiores a tudo, faz tudo isto apertar como um cerco cada vez mais pequeno e pequeno.
Não tenho já mais forças, roubaram-mas, arrancaram-nas de mim sem dó nem piedade, deixaram-me despida do que mais fortemente me caracteriza, a minha força, a minha garra, a minha determinação e poder de decisão. Não sei para que lado me hei-de virar, não sei que fazer, não sei qual dos múltiplos caminhos propostos nesta viagem de vida escolher, parece-me tudo tão... Errado!
Já estive muito mais longe de cometer uma loucura, uma das minhas maiores loucuras até, largar tudo e todos e fugir, rumar para um sitio onde ninguém me encontrasse, partir sem destino ou direcção, partir sem ter esperança de voltar, largar sem me arrepender.
Talvez ai tu me desses o devido valor, talvez ai tu visse quantas saudades tinhas de mim, talvez ai te apercebesses do tempo que desperdiçaste apenas brincando e contrariando aquilo que foi evidente durante estes largos meses, dia após dia, mesmo a olho nu, mesmo ali diante dos nossos olhos, a mão de semear.
Se partisse já ninguém gritaria comigo por ter feito isto ou aquilo errado, não era apontada nem censurada pelas minhas atitudes, gritariam sim mas de pleno desespero para me encontrar e resgatar das vossas dúvidas na qual fui crescendo, gritariam o meu nome aos sete ventos certificando-se de que já teriam respostas concretas para me dar. Se fosse forte como dizem, conseguiria esquecer-te e eliminar-te da minha vida, sem ficar com qualquer vestígio da tua existência, da passagem da tua pessoa pelo meu caminho. Se não fosse uma estúpida e banal adolescente, não sentiria as coisas com tanta intensidade e tão vivamente, não me iludia com o irreal e não desejava aquilo que não poderia alcançar. Tu, pouco ou nada me eras, e eu deixaria de viver em função de alguém. Se partisse, não voltaria mais. Ia mas não regressava. E se eu fosse mesmo embora, aguentavas-te? Eras capaz de manter essa tua postura distante ou afastavas-te cada vez mais, como estás a fazer neste preciso momento? Se a vida fosse feita de “se’s” eu não teria tanto gozo em dizer que te amo, não teria tanto medo de te perder, de te deixar. Se…
Todas as noites escolho a nossa história,
não por ser a mais bonita (pois para isso teria que ter um final feliz, e isso
implicaria o fim de algo), mas sim por ser a mais envolvente e fiel a vida real
e vou retractar-vos essa mesma historia.
Nela, dois casmurros incuráveis que não sabem viver longe um do outro, são-no de tal maneira que não têm a coragem de admitir isso que todos os olhos vêem e que todas as bocas falam, dizendo o que está vista de todos. É inacreditável a força e determinação dela mas a capacidade que ele tem que, com simples (ou não tanto quanto isso) gestos, confunde-a, faz com que sempre que se tentem expressar comecem a discutir mesmo contra a sua vontade.
Ele sim parece não se importar, age como se nada fosse, como se nada se tivesse passado, como se não se importasse com a situação que estão a viver, como se ela não existisse até à sua chegada, mas ele não descansa com a sua ausência, pergunta por ela e faz com que nada lhe chegue aos ouvidos mas ela sabe sempre de tudo, talvez desta vez não tenha sido tão discreto como o habitual, talvez tenha sido uma vez diferente, mas os talvez não me servem de alimento ao contrario das certezas. Por algum motivo me prendes de certa forma a ti, sem me deixar completamente, diz-me um porque, responde-me se fores capaz, se essa tua 'coragem' não te faltar, mais uma vez.
Tento não pensar sobre a situação na qual estou metida, olho para todos os lados e em todas as direcções em busca de respostas concretas, aquelas que não me consegues dar, tento encontrar o rumo da minha vida, mas sozinha.
"A saudade aperta, e não dá para ignorar é como uma ferida que não pára de sangrar". Eu vou ter saudades tuas, mas tu não vais saber.
Nela, dois casmurros incuráveis que não sabem viver longe um do outro, são-no de tal maneira que não têm a coragem de admitir isso que todos os olhos vêem e que todas as bocas falam, dizendo o que está vista de todos. É inacreditável a força e determinação dela mas a capacidade que ele tem que, com simples (ou não tanto quanto isso) gestos, confunde-a, faz com que sempre que se tentem expressar comecem a discutir mesmo contra a sua vontade.
Ele sim parece não se importar, age como se nada fosse, como se nada se tivesse passado, como se não se importasse com a situação que estão a viver, como se ela não existisse até à sua chegada, mas ele não descansa com a sua ausência, pergunta por ela e faz com que nada lhe chegue aos ouvidos mas ela sabe sempre de tudo, talvez desta vez não tenha sido tão discreto como o habitual, talvez tenha sido uma vez diferente, mas os talvez não me servem de alimento ao contrario das certezas. Por algum motivo me prendes de certa forma a ti, sem me deixar completamente, diz-me um porque, responde-me se fores capaz, se essa tua 'coragem' não te faltar, mais uma vez.
Tento não pensar sobre a situação na qual estou metida, olho para todos os lados e em todas as direcções em busca de respostas concretas, aquelas que não me consegues dar, tento encontrar o rumo da minha vida, mas sozinha.
"A saudade aperta, e não dá para ignorar é como uma ferida que não pára de sangrar". Eu vou ter saudades tuas, mas tu não vais saber.
E agora? Parabéns àqueles que sempre me
desejaram ver assim e nunca tiveram oportunidade, os que me queriam ver
derrubada e vencida pelo cansaço. Eu, Beatriz Gomes, as 19:00 do dia 28 de
Outubro de 2012, baixo a minha cabeça e deixo cair a minha coroa no chão. Ouves
o pingar coordenado das lágrimas e o metálico tilintar da coroa no frio, mas
mais quente que eu, chão de azulejo? Pois bem, desisti. E ao desistir morri.
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